Se as chuvas deste verão
Soubessem calar-me o pranto
Eu não me sentiria
Misturada às águas de março.
Estou com a janela fechada.
Pois o sol se mudou de país.
A porta, quando a abro,
Não vens tu! Não vens tu!
Mudou-se de continente.
Se todas as enxurradas que
Passam em minha rua,
Trouxessem você na correnteza
Mais sorrisos eu teria
Quando minha casa se abrisse.
Sol, vem falar-me
Pouse teus raios em meus pensamentos.
Dai-me a alegria de saber que existes
Que milhões de anos ainda vais durar
Se tu não apareces como meu amor também não
Eu não me importo de ver-me a chover
Mas, ah! ah!O verão vai passar, vai passar.
Então felizes secaremos com a estação
E meu amor hás de voltar, hás de voltar.
Para sempre, sempre hás de voltar.
quarta-feira, 16 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
Meu Amor Mendigo
O meu amor mendigo
Tem abrigo, tem abrigo
No seu casebre tem brio
Na soleira da porta fica
Um vê passar
Dois vê passar
Quantos?
Mil talvez veja passar
Qual diferença ele pode notar?
São tantos que sempre passam.
Uns são verdes
Outros amarelos
Alguns negros
Poucos vermelhos
São as cores variadas
Que meu amor pode notar
Se são tantas horas abaixo da porta
Perdido em vão quer falar
Ninguém há na soleira
Além dele não há ninguém
Horas e horas passadas
Toca, então, seu violão
No boteco há metros
Tão perto, que sua casa
Parece ouvir o dedilhar
É disso que meu amor tem saudade
De acreditar que em músico ele vá se tornar
Por que meu amor fica horas a fio na penumbra das ruas?
Porque um sonho ele pensa haver deixado escapar.
Não ouve quem ouvisse sua canção.
A que compôs pertinho do coração.
E talvez eu mendigue seus mistérios a gritar.
Tem abrigo, tem abrigo
No seu casebre tem brio
Na soleira da porta fica
Um vê passar
Dois vê passar
Quantos?
Mil talvez veja passar
Qual diferença ele pode notar?
São tantos que sempre passam.
Uns são verdes
Outros amarelos
Alguns negros
Poucos vermelhos
São as cores variadas
Que meu amor pode notar
Se são tantas horas abaixo da porta
Perdido em vão quer falar
Ninguém há na soleira
Além dele não há ninguém
Horas e horas passadas
Toca, então, seu violão
No boteco há metros
Tão perto, que sua casa
Parece ouvir o dedilhar
É disso que meu amor tem saudade
De acreditar que em músico ele vá se tornar
Por que meu amor fica horas a fio na penumbra das ruas?
Porque um sonho ele pensa haver deixado escapar.
Não ouve quem ouvisse sua canção.
A que compôs pertinho do coração.
E talvez eu mendigue seus mistérios a gritar.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Tempo espaço
Minha vida corre rápida e silenciosa.
Nos momentos tristes e nos felizes.
Nos de compaixão e de solidão.
Ela sempre anda para frente.
Às vezes quero voltar atrás,
Para deixar as coisas melhores.
Para deixar as coisas mais fáceis de compreender.
Para organizar a vida.
Às vezes me sinto culpado,
De julgar o tempo.
Porque ele se organiza pouco a pouco.
Às vezes lento; às vezes rápido.
Ele sempre se adianta.
Raul Gonçalves Azevedo Silva.
Estou postando este poema no meu blog porque gostei muito dele e foi escrito por meu sobrinho de 11 anos.
Nos momentos tristes e nos felizes.
Nos de compaixão e de solidão.
Ela sempre anda para frente.
Às vezes quero voltar atrás,
Para deixar as coisas melhores.
Para deixar as coisas mais fáceis de compreender.
Para organizar a vida.
Às vezes me sinto culpado,
De julgar o tempo.
Porque ele se organiza pouco a pouco.
Às vezes lento; às vezes rápido.
Ele sempre se adianta.
Raul Gonçalves Azevedo Silva.
Estou postando este poema no meu blog porque gostei muito dele e foi escrito por meu sobrinho de 11 anos.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Por Toda Vida
Parece que estou com uma impaciência em ver você.
Mas, você está tão perto que não consigo lhe alcançar.
Quem me dera, quem me dera você inteiro dentro do meu abraço.
Mas, você ultrapassou meu peito e agora o leite jorra.
Não, você não é meu filho para eu lhe amamentar.
E o líquido que sai de meu corpo é o alimento a lhe saciar.
Quantas histórias de amor já vividas em mim?
Quantas? Inúmeras. Mas, você é princípio e fim.
Outrora, quando apenas nos olhávamos.
Você era apenas mais um flerte.
O tempo foi passando sua mão me tocando.
Hoje! Tantos anos, tantas curvas.
Você me olha e seu olhar me desmancha.
Mas quando me põe a mão, me conserta.
Eu queria mesmo era me aproximar de você.
Como no início, como antes.
Mas, você está tão perto que eu não consigo lhe alcançar.
Mas, você está tão perto que não consigo lhe alcançar.
Quem me dera, quem me dera você inteiro dentro do meu abraço.
Mas, você ultrapassou meu peito e agora o leite jorra.
Não, você não é meu filho para eu lhe amamentar.
E o líquido que sai de meu corpo é o alimento a lhe saciar.
Quantas histórias de amor já vividas em mim?
Quantas? Inúmeras. Mas, você é princípio e fim.
Outrora, quando apenas nos olhávamos.
Você era apenas mais um flerte.
O tempo foi passando sua mão me tocando.
Hoje! Tantos anos, tantas curvas.
Você me olha e seu olhar me desmancha.
Mas quando me põe a mão, me conserta.
Eu queria mesmo era me aproximar de você.
Como no início, como antes.
Mas, você está tão perto que eu não consigo lhe alcançar.
sábado, 11 de dezembro de 2010
O Meu Amor é Livre
Seus olhos estão jogados ao vento.
Eles voam longe, veem estrelas.
Eu retenho seu corpo em minhas mãos.
Seu corpo de histórias mometâneas..
Se nos amássemos estaríamos fortes.
Mas, você é leve, nada lhe pesa o peito.
Eu tenho um rumor em meu coração.
Sou eu que lhe amo tanto.
Sou eu que penso em seus lábios vermelhos.
E você voa porque não tem medo de limite.
Sou eu que amo e finco os pés em seus passos.
Sou eu que adoro e me devoro.
Porque o que queria mesmo era devorar você.
Sou eu que amo a você livre demais.
Mais livre que três pássaros cantando na árvore.
Sei que não adianta amar-lhe, pois só consigo seu corpo cego.
Sua alma é leve, muito leve e sobrevoa telhados.
Não nasceu para reter um abraço até o fim.
De que me adianta ter seu corpo e sentir seus olhos cegos?
Queria mesmo era sua alma dentro dos olhos.
Adeus! Vou-me para o reino do esquecimento.
Eles voam longe, veem estrelas.
Eu retenho seu corpo em minhas mãos.
Seu corpo de histórias mometâneas..
Se nos amássemos estaríamos fortes.
Mas, você é leve, nada lhe pesa o peito.
Eu tenho um rumor em meu coração.
Sou eu que lhe amo tanto.
Sou eu que penso em seus lábios vermelhos.
E você voa porque não tem medo de limite.
Sou eu que amo e finco os pés em seus passos.
Sou eu que adoro e me devoro.
Porque o que queria mesmo era devorar você.
Sou eu que amo a você livre demais.
Mais livre que três pássaros cantando na árvore.
Sei que não adianta amar-lhe, pois só consigo seu corpo cego.
Sua alma é leve, muito leve e sobrevoa telhados.
Não nasceu para reter um abraço até o fim.
De que me adianta ter seu corpo e sentir seus olhos cegos?
Queria mesmo era sua alma dentro dos olhos.
Adeus! Vou-me para o reino do esquecimento.
sábado, 27 de novembro de 2010
Há Dias
Por que esta tristeza sem nome?
Por que este quedar sem encosto?
Por que esta vontade sem lugar?
Por que todas as ruas incertas?
Tem dias que a gente se sente um rosto sem marcas.
Lisa é a face por mais e mais que ela arrepie em anos.
Tantos são os caminhos que também foram embora.
Nem mesmo os anos de futuro incerto corrigem-me.
Porque há dias que nascem para nos dizer adeus.
Porque nossa face não é um livro dentro do tempo.
Porque nossos rumos sempre vão virar uma esquina.
Porque de amanhã vivem meus sonhos de agora.
Corrija-me virtudes dos ascetas.
Dê-me risos e sofás dos deuses.
Coloque-me face ao meu amor.
Dê-me ruas, avenidas e nomes.
Não há nenhum dia que não tece seu bordado.
Por que este quedar sem encosto?
Por que esta vontade sem lugar?
Por que todas as ruas incertas?
Tem dias que a gente se sente um rosto sem marcas.
Lisa é a face por mais e mais que ela arrepie em anos.
Tantos são os caminhos que também foram embora.
Nem mesmo os anos de futuro incerto corrigem-me.
Porque há dias que nascem para nos dizer adeus.
Porque nossa face não é um livro dentro do tempo.
Porque nossos rumos sempre vão virar uma esquina.
Porque de amanhã vivem meus sonhos de agora.
Corrija-me virtudes dos ascetas.
Dê-me risos e sofás dos deuses.
Coloque-me face ao meu amor.
Dê-me ruas, avenidas e nomes.
Não há nenhum dia que não tece seu bordado.
sábado, 16 de outubro de 2010
Senhoras do Além
Meus passos roçam o caminho.
A terra solta, o pé no chão.
os meus pés sangram.
A marca vermelha no céu.
Se eu fosse um menino puro.
Eu me abençoaria com a chuva.
Se eu fosse uma menina clara.
Eu me vestiria de sol amarelo.
Uma anciã contou-me um segredo:
De nada vale ser o que não se é.
Se eu soubesse o quanto sou.
Eu valeria um pássaro voador.
Adeus, poema triste e leve.
os passos vermelhos e marcados.
O menino e a menina que não se viram.
Uma senhora que somos duas.
Neusa Azevedo
A terra solta, o pé no chão.
os meus pés sangram.
A marca vermelha no céu.
Se eu fosse um menino puro.
Eu me abençoaria com a chuva.
Se eu fosse uma menina clara.
Eu me vestiria de sol amarelo.
Uma anciã contou-me um segredo:
De nada vale ser o que não se é.
Se eu soubesse o quanto sou.
Eu valeria um pássaro voador.
Adeus, poema triste e leve.
os passos vermelhos e marcados.
O menino e a menina que não se viram.
Uma senhora que somos duas.
Neusa Azevedo
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